Segundo Colluci e França (2020, p. 213), destacam-se os operadores de leitura dessa maquinaria: “a) a personagem (vilanesco), b) o espaço (locus horribilis), c) o tempo (passado) e d) o medo (sobrenatural).”
O tempo, como dispositivo da maquinaria gótica e como datação, não aparece no Capítulo I. De fato, essa informação de maneira clara existe apenas no Prefácio da Primeira Edição, e só pode ser considerada se forem admitidos os prefácios como constituinte da história, mas não da obra.
Veja esses elementos como livres de ordenação e encapsuláveis, como uma matriosca, se preferir, e cujo funcionamento é tal qual como o da maquinaria gótica.
Cf. ARISTÓTELES, 2011, p. 41.
Ibid., p. 49.
Cf. PRADO, Luiz. Em “Mayombe”, selva faz surgir o “homem novo” angolano. Jornal da USP, 2018. Disponível em: https://jornal.usp.br/?p=127208. Acesso em: 11 out 2018.
Cf. KAWAHALA, Edelu; DE VIVAR Y SOLER, Rodrigo Diaz. Mayombe: polifonia diaspórica, mestiçagens e hibridismo na guerra de libertação em Angola. Cadernos CESPUC, Belo Horizonte, n. 19, p. 51-60, 2010.